quarta-feira, 26 de março de 2014

O poder dos estímulos

O poder de adaptaçãoPor Carlos Bernardo González Pecotche (Raumsol) Uma das causas que mais contribuem para a infelicidade humana e criam as maiores dificuldades é, sem dúvida alguma, a incapacidade para o uso inteligente dos próprios recursos internos em cada circunstância adversa ou situação difícil que o ser deve enfrentar no curso de seus dias. Entre esses recursos, talvez o de maior potência seja o da adaptabilidade. É frequente constatar uma tenaz resistência à aceitação das mudanças inesperadas que costumam produzir-se nas situações tidas como permanentes na vida corrente; tanto assim que a primeira reação psicológica ou do sentimento é o desespero e o desconsolo, acompanhados de um profundo pesar, muitas vezes inibidor da reflexão. É claro que o tempo atua como sedativo e, em definitivo, é ele que traz a adaptação. Essa mesma prova de indulgência das forças que sustentam o espírito revela a existência de um poder, o de adaptação, que, sem anular temporariamente nem diminuir em nada as prerrogativas humanas, evita os transtornos da alma e facilita em alto grau o desenvolvimento progressivo rumo à normalidade alterada. Mas esse poder vai mais além. Usado com o devido conhecimento, o ser pode adaptar-se a todos os ambientes e situações sem sofrer o mais leve incômodo; e mais: essa mesma força assimilativa que dilui o elemento discordante no próprio recipiente do critério, onde se combinam e se conciliam as distâncias psicológicas e temperamentais, assim como as de berço e outras causas, produz um prazer inexprimível. A própria vida ensina ser ela, em essência, a expressão mais acabada da adaptação A série de mudanças que se experimentam, as transformações, as experiências que corrigem até costumes, propiciam constantemente a necessidade da adaptação. Quem estuda deve se adaptar às exigências do estudo, como deve quem trabalha fazê-lo em relação às desse gênero de atividade, e assim sucessivamente em todos os casos. O essencial é não prejudicar as energias internas afetando-as com depressões e sofrimentos que diminuem o vigor do espírito e restringem as possibilidades humanas. Quando se projeta fazer tal ou qual coisa, deve-se conservar, e até aumentar, o entusiasmo que animou o projeto. Geralmente se fracassa por não se haver adaptado a própria disposição às exigências da atividade que sua realização costuma demandar. Adaptar-se é, portanto, preparar dentro de si as condições adequadas para que o equilíbrio normal da vida perdure sem modificações, ainda que a vida se modifique tantas vezes quantas sejam necessárias ou o reclamem as circunstâncias. O contrário seria nos entregarmos como prisioneiros de um inimigo invisível, porém real, que estaria continuamente abatendo nosso ânimo. Texto extraído da Coletânea da Revista Logosofia, tomo II, pág. 169-170

quarta-feira, 19 de março de 2014

Particularidade da Logosofia

Por Carlos Bernardo González Pecotche (Raumsol) Geralmente, os que tomam contato com a Logosofia observam algo nela que não podem definir; é sua força, que atrai, que entusiasma e promove no ser interno uma série de movimentos que lhes fazem experimentar a necessidade de superar a si mesmo. Todavia, à medida que se conectam com um ou outro ensinamento, advertem que não os podem abarcar; e, não obstante compreender que eles devem acondicionar-se à própria vida, a inércia mental faz com que, mais de uma vez, se esfume o efeito produzido ao escutá-los ou lê-los. Apesar disso, fica a recordação deles, sentindo como se esvoaçassem na mente, a modo de brisa matinal, que convida a despertar. Tudo isso não é suficiente ainda para definir essa particularidade da Logosofia. E tal fato não acontecerá enquanto não se dominar a fundo o conhecimento que permita colocar dentro do ser um crescente número de ensinamentos, aos quais possa prodigar toda a atenção e o calor do afeto que merecem. Sem dúvida, essa particularidade se manifesta quando o incipiente investigador da Logosofia, em seu afã de que o ensinamento permaneça dentro dele, busca comunicar aos demais o pensamento logosófico, como uma necessidade interna. O conhecimento logosófico cria um mundo novo e real Ao comunicá-lo, nota como se prontamente aflorassem em sua mente múltiplas ideias, que aparecem como imantadas por uma força interna que antes não possuía; é que aquilo que começa a compreender atrai muitos dos ensinamentos que acreditou esquecidos. Deste modo adverte que, nessa comunicação ao semelhante, encontra o prazer de sentir como os ensinamentos logosóficos permanecem nele; a cada palavra que pronuncia segue, como compensação, a recordação de muitas daquelas imagens que, plasmadas um dia em sua mente, por esquecimento, por descuido ou por inércia, foram se apagando até desaparecer. Veja, pois, quão conveniente é o treinamento, o constante movimento de tudo o que, dentro da mente, vai formando parte da vida e que deve encontrar seu encaminhamento definitivo como orientação fixa e inalterável. Porém, não obstante a circunstância anotada, que, penso, muitos têm experimentado, existe outra que tem igual virtude. Com efeito, quando não há ninguém a quem comunicar o pensamento logosófico, busque o que está mais próximo de você, dirigindo-se ao seu próprio ser interno. Formule perguntas, tal como um semelhante o faria com você; assim, em vez de ser outro quem as formule, poderá fazer perguntas a si mesmo, e ver como, em resposta a tais perguntas, afloram pensamentos que, em muitos casos, não havia sequer suspeitado que pudessem corresponder tão solicitamente ao chamado da inteligência. O conhecimento logosófico cria um mundo novo e real. Tudo que é novo por si mesmo atrai, mas este mundo novo tem, ademais, a virtude de tornar agradável essa realidade que oferece, sem que se sinta dor alguma, quando o ilusório vai se dissolvendo gradualmente até desaparecer. Trechos extraídos do livro Introdução ao Conhecimento Logosófico, p. 277 Carlos Bernardo González Pecotche Enviado por Sinval em 13/11/2013 Código do texto: T4569490

domingo, 16 de março de 2014

Resultados obtidos com a orientação logosófica

Com a orientação dos ensinamentos logosóficos, estou conseguindo debilitar as deficiências psicológicas e superar as dificuldades que me impediam de evoluir conscientemente, o que tem contribuído para reconstruir a minha vida e administrar melhor o tempo, visando cumprir com os grandes objetivos para os quais fui criado. À Medida que vou selecionando os pensamentos existentes na minha mente e substituindo as deficiências pelas virtudes, vou sentindo a manifestação de uma nova individualidade e uma contribuição para maior tranquilidade interna..Somente ao voltar-me para dentro de mim mesmo pude conhecer a minha verdadeira realidade interna, que é muito diferente da que imaginava. Ao elevar a minha mente por cima das preocupações comuns comecei a perceber as maravilhas plasmadas por Deus na Criação. Com a realização do processo de evolução consciente, instituído pela Logosofia, pude perceber a possibilidade de depurar o mal que havia cumulado anteriormente e a de contribuir para a minha própria redenção em conformidade com a prerrogativa da Lei de Evolução. A vida é um vasto campo experimental, do qual podemos extrair muitos elementos úteis, principalmente quando observamos os processos que se cumprem na natureza, os quais foram designados pelo Criador e que nos permitem extrair elementos estimulantes para a melhor condução da vida. A aquisição dos conhecimentos superiores é fundamental para a ampliação da vida e para que possamos conduzi-la para os planos de uma maior hierarquia bem superior aos proporcionados pelos conhecimentos comuns. Com a orientação do método logosófico, único em sua essência, estou conduzindo melhor a minha vida, com mais serenidade e sem as precipitações como ocorria antes. Ao tomar contato com a minha realidade interna e ao desenvolver os sistemas mental e sensível, tenho experimentado mudanças no meu modo de pensar e de sentir, o que tem contribuído para a ampliação de conceitos e de uma conduta melhor. Sinval Lacerda Para mais informações sobre a Logosofia e a Fundação

domingo, 9 de março de 2014

Enganando-se e sendo enganado

Enganando-se e sendo enganadoPor Carlos Bernardo González Pecotche (Raumsol) A propensão ao engano responde a dois estados característicos da psicologia humana: a ignorância da malícia alheia e a ambição. No primeiro caso, o indivíduo tende ingenuamente a confiar no que lhe é dito ou proposto, sem se deter a examiná-lo e sem se prevenir contra possíveis intenções, ocultas no pensamento do semelhante. No segundo caso, o entendimento é turbado momentaneamente pela ambição, pois se impõe um pensamento cobiçoso, facilmente percebido por quem tenta fazê-lo vítima de suas maquinações. Este pensamento, que entorpece a função de raciocinar, que dificulta o assessoramento da consciência e ainda chega a silenciar a sensibilidade, mantém o ser enfeitiçado e à mercê do embusteiro, de quem só conseguirá se livrar quando este lhe tenha subtraído quanto pôde, isto é, quando dessa entrega incondicional surja o desfalque mental, moral ou econômico do incauto. Não se entregar à ilusão e a confiar em si mesmo antes de confiar nos outros O homem, de per si muito afeito ao ócio mental, sente-se, por outra parte, atraído por tudo o que é fácil, pelo que não lhe custa esforço e lhe proporciona, em troca, rápidas conquistas em qualquer ordem da vida. Daí sua propensão a ser enganado. A realidade se encarrega depois de adverti-lo de seu erro; mas é lamentável que deva suportar inexoravelmente as consequências, em geral difíceis de aguentar, que todo engano traz consigo. A propensão ao engano, na qual representa um papel importante a faculdade de imaginar, isto é, a imaginação, deixa a mente desguarnecida. Denuncia um adormecimento temporário da inteligência, incapacitando-a para exercer controle sobre os pensamentos sedutores que atentam contra o ser e sobre os atos a que ele se vê compelido, em razão de sua predisposição a deixar-se enganar pelo próximo. Para neutralizar esta funesta tendência, aconselhamos a não se entregar à ilusão e a confiar em si mesmo antes de confiar nos outros. Texto extraído do Livro Deficiências e Propensões do Ser Humano, pág 163