domingo, 6 de outubro de 2013

Resultados da realização logosófica no aspecto espiritual do ser humano

Resultados da realização logosófica no aspecto espiritual do ser humano (1.ª parte) Por Carlos Bernardo González Pecotche (Raumsol) É este um dos setores da atividade humana mais castigados pelo desvio que, através das épocas, veio incubando a desorientação e o ceticismo em grande parte da humanidade. A julgar pelo estado de inquietude, insatisfação, dúvida e desolação manifestado pela maioria dos que recorreram e recorrem aos ensinamentos logosóficos, podemos inferir, com boas razões, que a civilização ocidental – ou seja, sua cultura, que é seu conteúdo – se acha em vias de uma derrocada inevitável. Há séculos não supera seus conceitos, que mantém aferrados ao que se chamou de "tradição", sem que se tenha pensado, certamente, que não se devem truncar as grandes possibilidades humanas de evolução, porque isso inabilitaria o homem para dar cumprimento cabal ao objetivo máximo de sua existência. Foram-lhe inculcadas, graças a uma milenar submissão, ideias e crenças que só serviram para endurecer seus sentimentos e imobilizar certas zonas de sua mente, precisamente aquelas que respondem aos ditados internos de aproximação a seu Criador, a seu Deus. Há séculos não são superados os conceitos, que se mantêm aferrados ao que se chamou de "tradição" Não tem sido outra coisa o que vemos aparecer na superfície desse mundo individual, tão logo levamos o homem a examinar, com lucidez de juízo, em que realidade se baseia sua fé cega, bem como a examinar se já se deteve, em algum momento, para refletir acerca da necessidade de estar certo sobre uma questão de tanta transcendência. Em quase todos temos encontrado a mesma obstinada resistência a realizar tal exame de consciência. E em todos, sem exceção, temos visto refletido o temor de que lhes seja demonstrado o erro em que vivem. Como se esse erro, ao qual inconscientemente se aferraram, por força de acreditarem nele pudesse converter-se milagrosamente em verdade, como compensação à sua cegueira. Entretanto, apesar do inconveniente anotado, temos podido comprovar a eficácia de nosso método ao atuar com êxito sobre os sistemas mental e sensível daqueles que, em tal estado, recorrem à fonte logosófica para se inteirarem de seus conteúdos essenciais. Em honra à verdade, devemos destacar que, em relação às pessoas em quem foram inculcadas com força ideias ou crenças do tipo religioso, custou muito trabalho fazê-las retornar à realidade. Fica fácil para o logósofo experiente descobrir a característica predominante dessa classe de seres, que em sua maioria, como dissemos, foram submetidos desde tenra idade ao processo de fixação inconsciente de certas imagens rígidas – e, portanto, estáticas –, relacionadas com sua educação espiritual. Temos também presenciado o despertar deles e suas manifestações de alegria, ao experimentarem, pela primeira vez, a sensação sublime de pensar e sentir com inteira liberdade, o que, no fundo de suas almas, já transbordava de necessidade. Isso prova que as proibições estabelecidas por certas comunidades com respeito à infância, e que perduram durante a vida, se tornam totalmente nocivas para o desenvolvimento espiritual e evolutivo do ser humano. Trechos extraídos do livro Curso de Iniciação Logosófica, p. 83

sábado, 5 de outubro de 2013

O valor do aperfeiçoamento individual

O valor do aperfeiçoamento individual Por Carlos Bernardo González Pecotche (Raumsol) Cada ser humano tem uma partícula divina. A ela cumpre dirigir os melhores desejos e exaltá-la, para que o homem encontre sua verdadeira condição de humano e para que, após a transição que isso implica, possa experimentar dentro de si a sensação de sentir-se acima da limitação que o envolvia e com liberdade para elevar seu pensamento, nas asas do qual penetrará em planos onde pode perguntar e receber respostas que, como raios de luz, penetrarão em sua mente para iluminar sua inteligência e enchê-la de conhecimentos. Começará, individualmente, o trabalho permanente do próprio aperfeiçoamento. Mas, para que se possa realizar este labor, difícil, mas não impossível, será necessário encontrar a unidade dentro de si mesmo; chegar a ser sempre um e não dois, como é costume que todos sejam. O ser há de unificar todas as boas qualidades, enquanto elimina as deficiências que tem ou possa ter Impõe-se, pois, a realização desses trabalhos, porque, sem isso, não se consegue nada permanente. A razão deve ser educada e a forma de fazê-lo é vigiando-a em seus acertos e em seus erros, controlando-a continuamente e comprovando as consequências e os resultados depois de cada reflexão, até conseguir, na repetição dos acertos, a plena consciência que cada qual há de ter. Neste labor não devem existir interrupções, pois como o Sol, ao amanhecer, recorda a todos os seres humanos seus deveres, convidando-os a trabalhar, assim também a própria responsabilidade, convertida em sol individual, deverá recordar-nos, constantemente, nossos deveres e convidar-nos ao trabalho. É necessário alcançar as mais altas culminâncias na compreensão de cada conceito, para respirar o ar puríssimo e diáfano do verdadeiro conhecimento. Enquanto os seres estiverem debatendo-se em pequenas, egoístas e mesquinhas compreensões, a atmosfera estará sempre viciada, e permanecerão como náufragos, tratando de agarrar-se a algo firme para salvar-se, ao mesmo tempo que esgotam suas forças num empenho estéril. Todos podem atuar de outra maneira e alcançar um grau a mais na escala que leva à perfeição; deste modo, o conhecimento superior iluminará suas inteligências e fará com que em ninguém existam dissensões. E quando terminarem em cada um as contradições, os desacordos e as desinteligências, se terá conquistado a própria unidade e então se estará capacitado para encaminhar os demais para encontrá-la, cumprindo, assim, a verdadeira missão do ser humano. Finalmente, o homem haverá compreendido tudo o que antes lhe parecia impossível que chegasse a fazer parte de seus conhecimentos, e verá quanto aproveita daquilo que antes desprezou ou afastou de si com indiferença, preferindo a ociosidade ao trabalho em prol do aperfeiçoamento. Compreenderá todas estas coisas e, só então, verá como o irreal desaparece para apresentar ante seus olhos a realidade autêntica, a que lhe fará experimentar a verdadeira sensação de existir como ser consciente, e não como um ente que vive por viver, sem saber qual há de ser seu futuro. Trechos extraídos do livro Introdução ao Conhecimento Logosófico, p.279

sexta-feira, 4 de outubro de 2013

11 de Agosto - Dia Internacional da Logosofia

11 de Agosto - Dia Internacional da Logosofia Por Carlos Bernardo González Pecotche (Raumsol) A palavra Logosofia reúne os elementos gregos logos e sofia, que o autor adotou, dando-lhes a significação de verbo criador ou manifestação do saber supremo, e ciência original ou sabedoria, respectivamente, para designar uma nova linha de conhecimentos, uma doutrina, um método e uma técnica que lhe são eminentemente próprios. A Logosofia é uma nova mensagem à humanidade, com palavras plenas de alento, de verdade e de clara orientação. Encerra uma nova forma de vida, forma que move o homem a pensar e a sentir de outra maneira, graças ao descobrimento logosófico de agentes causais, que, ignorados antes por ele, se manifestam agora à vista de seu entendimento, de sua reflexão e de seu juízo, da mesma forma que à sua sensibilidade. Ciência e cultura ao mesmo tempo, a Logosofia transcende a esfera comum, configurando uma doutrina de ordem transcendente. Como doutrina, está destinada a nutrir o espírito das gerações presentes e futuras com uma nova força energética, essencialmente mental, necessária e imprescindível para o desenvolvimento das aptidões humanas. Conta com duas forças poderosas que, ao unir-se e irmanar-se, levam o homem a cumprir os dois fins de sua existência: evoluir para a perfeição e constituir-se em um verdadeiro servidor da humanidade. Uma dessas forças é o conhecimento que oferece à mente humana; a outra, o afeto que ensina a realizar nos corações. A ciência logosófica abriu uma nova rota para o desenvolvimento humano. Seu trajeto implica uma direção definida e imodificável, em cujos trechos se cumpre, gradual e ininterruptamente, a realização simultânea dos conhecimentos que possibilitam seu extenso percurso. A dita realização abarca o conhecimento de si mesmo e dos semelhantes; o do mundo mental, metafísico ou transcendente; e o das leis universais, unindo-se a ela o avanço gradual e supremo do homem até as alturas metafísicas que custodiam o Grande Mistério da Criação e do Criador. Logosofia: uma nova forma de sentir e conceber a vida Ao traçar a rota e assinalar sua meta, a Logosofia se constitui em guia de todos os que empreendem seu percurso. Conta ela com o respaldo dos resultados obtidos e com o concurso de seus cultores, aqueles que já podem apresentar seu testemunho e seu saber e, por conseguinte, se acham em condições de assessorar a outros, não só nos trechos preparatórios de seu percurso, mas também naqueles que dão acesso à sabedoria logosófica, para que o círculo das possibilidades humanas se amplie até o infinito e possam, homem e mulher, encontrar em nossos ensinamentos a fonte geradora da vida superior. Com tal segurança, cada um poderá cumprir plenamente o grande objetivo de sua vida, isto é, a realização de seu processo de evolução consciente. Resumindo, diremos que aprender Logosofia é conhecer uma nova técnica para encarar a vida com auspiciosos resultados. Trechos extraídos do livro Curso de Iniciação Logosófica § 5, 6, 11 e 14

quarta-feira, 2 de outubro de 2013

Aspectos proeminentes da ciência logosófica


         ASPECTOS PROEMINENTES DA CIÊNCIA LOGOSÓFICA

Logo no início dos meus estudos logosóficos, deparei com um aspecto que muito me tocou a sensibilidade pela sua profunda importância: somente, através do auxílio dos conhecimentos logosóficos, teremos condições de eliminar a psiquiálise que nos afeta. (Psiquiálise: neologismo logosófico que se aplica à paralisação de uma zona mental, afetada por preconceitos dogmáticos).

Aos poucos, fui comprovando essa realidade, ao perceber o início da atuação das minhas faculdades mentais, principalmente a de entender que estava paralisada pelo virus das crenças. Compreendo que a mente que não funciona bem, não pode propiciar ao ser condições de usá-la livre e adequadamente, o que dificulta a função de pensar. O ser, de acordo com a minha experiência e observação, somente começa a evoluir conscientemente, quando consegue pensar por si mesmo, deixando de "pensar" e "sentir" o que os outros lhe inculcam, como fazem as crenças, as correntes espirituais, filosóficas, ideológicas e políticas.

Um dos maiores objetivos da Logosofia consiste, exatamente, em modelar e aperfeiçoar o ser humano através da realização do processo de evolução consciente, realização esta que se efetua pela primeira vez na História da Humanidade. Este processo, dentre muitos outros aspectos, possibilita o ser edificar uma nova vida ao  reestruturar o seu sistema mental e sensível.

A Logosofia apresenta uma nova concepção do Universo e do homem, indicando-lhe a única forma de aproximar-se do Criador pelo conhecimento transcendente.  Uma das finalidades deste conhecimento é por em atividade a consciência, encaminhando-o para dentro de si mesmo, o que lhe possibilita o contato com o próprio espírito.

Com os conhecimentos desta Ciência, vamos ampliando a vida e conduzindo-a para cumprir o grande objetivo para o qual fomos criados: superar-nos e evoluir de forma consciente.

O afeto é uma das forças imprescindíveis estabelecidas pela Logosofia para o cumprimento e perenidade da Obra Logosófica. Sentimos, em cada um dos seus conhecimentos, a alegria de viver e, ao sentirmos o seu calor, surge dentro de nós a gratidão por tudo de bom que recebemos e pelo bem que vamos transmitindo aos demais.

                                                  Sinval Lacerda

Para maiores informações sobre a Ciência Logosófica:

terça-feira, 1 de outubro de 2013

A mulher com seus encantos superiores



A mulher com seus encantos superiores
Por Carlos Bernardo González Pecotche (Raumsol)
A mulher luta para se mostrar bonita, atraente, com porte elegante e gestos cultos, graciosos. E não há dúvida de que muitas o conseguem, e com facilidade. O conjunto de sua pessoa se mostra, assim, atraente, vistoso, e seguramente exerce uma influência considerável. Entretanto, em seu afã de embelezar-se fisicamente, a mulher tem-se descuidado num grau extremo da beleza de sua fisionomia moral e psicológica. Muitas, sem perceberem a grande importância de que se revestem as características superiores – tão sublimes que imprimem no rosto o inconfundível traço da cultura em sua mais fina manifestação –, afligem-se com seus fracassos e não conseguem compreender a que obedece sua infelicidade.
Uma flor pode ser muito vistosa e até admirada num ramalhete de flores, mas, se não tem perfume, ao contemplá-la sozinha veremos que a ilusão de sua beleza se esfumará tão logo se manifeste como uma coisa inerte, incapaz de nos comunicar as delícias de sua intimidade, a fragrância de seu espírito, que tão grato se revela à alma que o aspira.
A mulher cujo espírito carece de cultivo, de ilustração, pode se tornar tão sem graça quanto a flor meramente vistosa. Se, porém, ela se esmera em polir seus modos, se percebe que a bondade e a alegria devem ser parte inerente de sua natureza feminina, aplicando-se à tarefa de fazer desaparecer os defeitos de seu caráter ao mesmo tempo que faz desaparecer as impurezas de seu rosto, verá que sua vida florescerá cheia de esperanças e se converterá, por seus encantos, na flor predileta do espírito.
O cultivo mental deve constituir para a mulher uma necessidade tão intensa quanto a que sente de embelezar sua pessoa.
A Logosofia encara o problema da mulher em sua essência, começando por interessar vivamente seu pensamento e fazendo com que a natureza feminina experimente os benefícios de um encanto superior, qual seja o da graça do espírito pelo cultivo das faculdades mentais.
Uma mulher discreta, gentil e culta é sempre agradável, esteja onde estiver. Os atrativos da alma costumam ser muito mais poderosos do que os do físico. Ela deve ser fina em seus modos e em sua linguagem. Todo gesto ou atitude que atente contra sua feminilidade a enfeia, chegando mesmo a convertê-la numa pessoa que inspira repulsa.
Para adquirir as belas qualidades que tanto adornam seu caráter, é necessário que a mulher se disponha a isso com especial dedicação. Aprendendo a conhecer de que modo os pensamentos atuam e influenciam a vida, buscará a companhia daqueles que elevem seu espírito e contribuam, por um lado, para dar brilho a sua figura de mulher superior no meio ambiente em que atue e, por outro, para fazer com que sua alma desfrute as inumeráveis prerrogativas que o conhecimento abre às possibilidades de viver uma vida mais ampla.
Portanto, o cultivo mental deve constituir para a mulher uma necessidade tão intensa quanto a que sente de embelezar sua pessoa.
E quem, senão os próprios filhos, haverá de recordar com gratidão essa graça quase sublime que uma mãe inteligente e culta derrama sobre suas almas? Que prêmio maior pode haver para seus sacrifícios que o de ver seu nome, símbolo de exemplo, ser bendito e venerado por todos? Mulheres assim são as que forjam o ideal das gerações.

Trechos extraído de artigo da Coletânea da Revista Logosofia, Tomo 3, p. 1