sábado, 28 de dezembro de 2013
Edificação de uma nova vida
EDIFICAÇÃO DE UMA NOVA VIDA
Fazendo uma análise retrospectiva da minha vida, pude verificar que sempre existiu em mim um anelo de ser melhor e de ajudar aos semelhantes. Entretanto, apesar das várias tentativas feitas com os meios de que dispunha, isto é, propiciados pela religião que pratiquei e pela cultura vigente, não obtive resultados satisfatórios nos aspectos internos e espirituais.
Não consegui, também, resolver as aspirações de saber, as inquietudes espirituais, nem tão pouco os problemas da minha inteligência que sempre se manifestaram, levando-me a uma constante prostração mental e espiritual. A falta de realização nos aspectos moral, psicológico e espiritual produziam em mim um grande vazio interno que me deixava triste e amargurado frente a vida.
Observava esse mesmo estado de angústia e insatisfação nos seres com os quais convivia e nos demais de um modo geral, embora pertencessem as mais variadas seitas, correntes ideológicas ou filosóficas, o que me levava a concluir que nenhuma delas tinha condições de orientar o ser para que pudesse resolver essas questões de tamanha transcendência para a superação e evolução.
O desconhecimento da própria realidade, das minhas deficiências psicológicas e do meu potencial interno levavam-me a perder a minha individualidade e a trabalhar, quando tentava superar-me, com um ser fictício, sem conseguir resultados concretos.
Foi justamente nessa época, em que me encontrava insatisfeito com a vida que levava, que deparei com a Logosofia, Ciência em prol da superação humana. Embora, no início, não conseguisse entender bem os seus ensinamentos, a minha sensibilidade captava as suas verdades que me estimulavam a prosseguir a investigação.
Quando me aproximei do ambiente da Fundação Logosofica, fiquei maravilhado. Senti que ali deveria existir algo diferente dos demais, porque não havia encontrado ainda nenhum similar a esse. Posteriormente, pude comprovar que, além da existência de uma ética superior de respeito, de tolerância e de liberdade entre os estudantes, reinava uma grande força denominada afeto.
A atração que senti por esse ambiente e a grande esperança de encontrar o verdadeiro guia que pudesse orientar-me na direção dos objetivos reais da vida levaram-me a ingressar na Instituição.
Logo no início, obtive os primeiros resultados através dos reajustes disciplinares, factíveis de realizar por meio do método logosófico.
Entretanto, nessa época, tive de lutar muito com a crença e os preconceitos que me foram inculcados na infância, idade em que nem sequer fazia uso da razão.
Dava um valor estimativo muito grande às crenças e aos preconceitos que faziam parte da minha vida e, quando me adverti de que, para evoluir com a participação da consciência, deveria substituí-los e superá-los, senti temor de ser castigado pelo fato de estar contrariando a vontade de Deus. Não me dava conta de que era exatamente o contrário: o distanciamento do meu espirito pela falta do conhecimento de mim mesmo e o desconhecimento da vontade suprema, representada pelas leis universais, é que me levam a conspirar, com frequência, contra os elevados desígnios do Criador.
Os conhecimentos transcendentes, ensinados pela Logosofia, muito diferem dos conhecimentos comuns. Estes são úteis e atendem às necessidades externas, à subsistência física. Enquanto que aqueles são transcendentes e atendem a natureza superior do ser, isto é, a existência espiritual.
Analisando os meus conceitos de vida, homem, destino, consciência, pensamentos, Deus e muitos outros, verifiquei que antes de estudar Logosofia eles eram estáticos e principalmente o conceito de Deus era o mesmo que me havia sido inculcado na infância. Pude, então, comprovar que “todo conceito que não evolui se reverte num preconceito” e que a natureza se perpetua mediante uma renovação constante de suas partes.
Compreendi, também, que para evoluir conscientemente era necessário pensar por mim mesmo e promover uma renovação constante dos conceitos, além da eliminação dos preconceitos e das crenças existentes em minha mente, porque “não pode haver evolução sem mudanças”.
Sinval Lacerda
Para mais informações sobre a Logosofia e a Fundação Logosófica:
http://www.logosofia.org.br/
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