quinta-feira, 23 de janeiro de 2014

Felicidade

FELICIDADE Procurando ampliar um pouco mais o meu conceito de felicidade, senti que ele encerra um conteúdo bem mais amplo do que os conceitos comuns. É algo que a vida nos concede através de pequenas porções de bem. Ela tem o poder de tornar a vida mais leve, mais cheia de esperanças. Entretanto, é necessário termos consciência da sua verdadeira essência, para que possamos transformá-la numa realidade em nossa vida. Apesar de ser uma condição natural da vida humana, ela não é gratuita nem pode ser encontrada nas coisas externas ou puramente materiais, mas dentro de nós mesmos, à medida que a vamos criando, o que contribui para contrabalançar os momentos difíceis da nossa vida. A recordação constante de tudo de bom que já vivemos e dos momentos felizes da nossa vida ajuda-nos a preservá-la, internamente, ao integrá-la na consciência. Existe uma tendência generalizada nos seres humanos em considerá-la como algo distante e difícil de ser alcançado. Na realidade, não é bem assim. Isto me faz recordar uns versos de Graciette Salmon: "Felicidade!... Quase sempre a temos Perto de nós, bem junto ao coração. Mas, crendo ao longe vê-la, nos perdemos Nos incertos caminhos da ilusão". Muitas vezes, deixamos de valorizar os momentos felizes e de agradecer a Deus - fonte suprema de todos os bens - as oportunidades que Ele nos concede de várias formas, para que possamos tornar a vida mais leve e agradável. Por exemplo: quando sentimos, pela manhã, a alegria de um despertar tranquilo e um repouso reparador, à noite, quando dormimos. De igual modo, a sentimos em tudo que realizamos de boa vontade, assim como nos pensamentos elevados que damos guarida em nossa mente. Essas sensações são demonstrações da participação da nossa consciência e da nossa sensibilidade que nos permitem suavizar as agruras da vida. Existem momentos em nossa existência que encerram uma beleza, uma alegria, uma emoção. É importante estarmos atentos a essas sensações para que não passem despercebidas, porque contêm sempre partículas de felicidade. Para aumentá-la, devemos viver de uma forma altruísta, procurando partilhar com os semelhantes tudo de bom que consigamos extrair da vida. Dessa forma, não só contribuímos para a felicidade dos demais, como também para a nossa própria. Com isso realizamos, em parte, os dois grandes objetivos da vida: evoluir até a perfeição e nos constituirmos em verdadeiros servidores da humanidade. Sinval Lacerda Para mais informações sobre a Logosofia e a Fundação Logosófica: http://www.logosofia.org.br/

Nenhum comentário:

Postar um comentário